OS CANDIDATOS DO PRESIDENTE

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Três dos principais candidatos à Prefeitura do Rio disputam o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O deputado estadual Alessandro Molon, que a princípio teria vantagem por ser do PT, dividirá as atenções do presidente com os candidatos dos partidos da base governista no Congresso Federal. O senador Marcelo Crivella, do PRB, e a ex-deputada federal Jandira Feghali, do PCdoB, também almejam a participação de Lula em suas campanhas. No entanto, o presidente parece não querer bancar o “cabo eleitoral” neste ano. Em entrevista ao jornal Diário do Grande ABC (http://www.dgabc.com.br/default.asp?pt=secao&pg=detalhe&c=8&id=1970), ele disse que não subirá em palanques nas cidades onde houver mais de um candidato de partidos da base aliada do governo.

Contar com o apoio do presidente nas eleições deste ano pode fazer uma grande diferença nas urnas. Segundo a pesquisa CNT / Sensu (http://www.cnt.org.br/informacoes/noticia.asp?cod=15829), o governo de Lula registrou sua melhor popularidade em abril passado desde que assumiu a presidência em 2003. Entre os entrevistados, 57,5% avaliaram o governo como positivo. Além disso, as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal espalhadas pela cidade, principalmente em bairros das Zonas Norte e Oeste, podem angariar mais votos para os candidatos ligados ao presidente. O senador Marcelo Crivella não perde a oportunidade de ficar ao lado de Lula nas inaugurações do PAC no estado. No lançamento do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) em março, Lula disse que Crivella é um “grande companheiro no senado”.

O apoio de Lula pode ser decisivo no pleito de outubro, mas vale ressaltar que dentre os candidatos da base governista os de maior peso político tendem a se destacar na corrida eleitoral. Não é a toa que Marcelo Crivella e Jandira Feghali lideram as pesquisas de intenções de votos. Já Alessandro Molon, que tem ainda a máquina do governo estadual a seu favor, até agora não conquistou a preferência do eleitorado carioca. Embora tenha se destacado como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, o nome de Molon é pouco expressivo no cenário político da cidade. Na pesquisa Datafolha divulgada em março (http://datafolha.folha.uol.com.br/po/ver_po.php?session=550), dos 644 entrevistados, apenas 1% disseram que votariam em Molon.

Jandira Feghali, que está à frente da secretaria de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia de Niterói, disse que usará na sua campanha projetos em parceria com o governo federal. Para ela, muitas realizações da gestão de Lula tiveram a participação do PCdoB. Jandira também acredita que o presidente deve esperar a viabilidade de cada candidatura para escolher quem irá apoiar.

Para Crivella, o apoio de Lula ficará dividido entre ele e Molon. “Eu acho que o presidente vai fazer como a Ferrari, vai correr com dois carros”, disse ele em entrevista a rádio CBN, se referindo à escuderia da Fórmula I que tem dois pilotos oficiais. Em resposta, o deputado Molon disse que “o partido do presidente só tem um carro e o número dele é 13”.

Carlyle Junior

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